O homem é o lobo do homem*

Ontem eu recebi um comentário de uma pessoa identificada como “Marcella”, que me fez refletir. A Marcella escreveu:
“Esse papinho furado de que é feio falar da aparência física dos outros é tão hipócrita….deixa alguém levar um pé na bunda do namorado e ele começar a sair com outra….Duvido que a mulherada vai ser phyna e não falar mal da guria e achar um monte de defeito……ai que sono….”
Em julho, na aba Política de Comentários do blog, na qual eu esclareço que não aceitarei comentários ofensivos, tanto contra mim quanto contra pessoas mencionadas neste blog, por acreditar que a liberdade de expressão tem sim seus limites éticos e legais, alguém que se identificou como Fernanda escreveu: “Vc é uó!“. Também fui inspirada por esse excelente texto do Ativismo de Sofá (que é muito melhor que o meu).
Aí eu comecei a lembrar de outros blogs que leio, que tratam de assuntos polêmicos, como o feminismo, e que geralmente têm uma quantidade imensa de trolls,cujos comentários vão desde denegrir a aparência da pessoa até ameaçá-la de morte, ou desejar que ela seja estuprada, torturada, sofra de formas inimagináveis e queime no mármore do inferno pela eternidade.
Ainda, toda vez que abro um portal de notícias ou mesmo de fofocas fúteis como Ego e afins, e resolvo ler os comentários, deparo-me com uma reação de agressividade gigantesca das pessoas que comentam a maioria das matérias.Se alguém cometeu uma crueldade contra um animal? Que esta pessoa seja amarrada viva na traseira de um carro, arrastada por 10km no asfalto quente, e depois alguém jogue álcool e ateie fogo, que é pra ela aprender a deixar de ser cruel.Se houve um caso de estupro? Aí temos duas vertentes de comentários, a que diz que o estuprador tem que ser violentado na cadeia com um abacaxi e a que acha que a vítima era uma vadia sem-vergonha que estava pedindo pra ser violentada. Se uma mulher bonita namora um famoso “feio”? Porque essas piranhas só querem saber de dinheiro. E se é bonito? As vagabundas só ligam pra aparência.

No post sobre a Shame, eu mencionei que gostava (e gosto) do blog, mas que acreditava que ele seria ainda melhor se ela moderasse os comentários, evitando, assim, que muitas pessoas dedicassem aquele espaço a agredir e humilhar as pessoas postadas. “Mas como você é hipócrita, o blog da Shame é um blog de gongação”. Particularmente, eu acredito que há uma grande diferença entre humilhar e gongar, e que dizer que uma blogueira de moda, que tem um blog pra “inspirar” se vestiu mal, ou uma de maquiagem não sabe se maquiar não se parece em nada com dizer que ela tem o nariz medonho, a cara nojenta, ou que ela deve ser “corna”.

Nas minhas postagens, quando eu critico uma roupa ou uma atitude, eu costumo mencionar quem é a pessoa, não esconder o rosto (exceto se não foi a própria pessoa que divulgou a foto) e procuro sempre fazê-lo de forma imparcial e justificada, porque – pode parecer novo pra uns – a liberdade de expressão não é total e irrestrita. Sim, meus caros, ela deve obediência às leis e ao ordenamento.

Se alguém considera hipocrisia não humilhar pessoas por sua aparência física ou qualquer outro motivo, a única coisa que eu tenho a dizer é que isso, na verdade, chama-se civilidade. A civilidade é algo que possibilita a convivência, e seria impossível conviver em um mundo que cada um pudesse falar ou fazer o que quisesse sem se importar em como isso reflete no outro.

Com relação à natureza humana, eu, particularmente, compartilho do pensamento de Hobbes e Maquiavel, de que o homem nasce mau, que temos uma essência egoísta e vil, e que é o meio em que vivemos que contém os nossos impulsos. E é isso que eu percebo quando vejo estes comentários em sites, blogs e afins, que o anonimato na internet, essa sensação que as pessoas têm de liberdade irrestrita porque, em tese, não podem ser descobertas, leva a maioria a dizer coisas que não diria em voz alta na vida real e a vomitar preconceitos e julgamentos, porque as consequências de fazê-lo no mundo virtual são quase nulas.

Sendo humana (logo, acredito que tenho uma essência má), luto contra mim quase todos os dias, contra meus preconceitos, contra meu lado mau, contra meus impulsos. Sinto raiva, ódio e guardo rancores. Ocasionalmente, digo (ou mesmo penso) coisas das quais me arrependo, mas tento melhorar e não repetir meus erros.

Não me sinto nem um pouco hipócrita por não aproveitar a chance do anonimato pra humilhar pessoas. É normal sentir vontade de dizer “umas verdades” a outras pessoas, mas é anormal sentir necessidade de fazê-lo. É normal fofocar, mas é anormal viver em função disso. É anormal sentir-se bem ao ridicularizar alguém. É anormal dedicar a maior parte de seu tempo na internet a odiar e a manifestar violência contra quem você conhece ou não. É anormal regozijar-se com a infelicidade e a desgraça alheias.

O pior é que, com essa onda do “politicamente incorreto”, que só serve pra disseminar violência e preconceito, muitas pessoas acham que quem levanta a bandeira por um mundo melhor é chato e só faz mimimi, mas não adianta reclamar da corrupção, da criminalidade, das guerras, se você sequer consegue respeitar alguém na internet, só porque está anônimo. Acho que o hipócrita aqui é você.

* O título é uma frase do dramaturgo Plauto, que foi popularizada pelo filósofo Thomas Hobbes.

25 respostas em “O homem é o lobo do homem*

  1. Excelente texto. Na minha opinião, blogueira que aprova comentários racistas, xenófobos e similares, fazendo de conta que não é com ela (sem nem ao menos se manifestar na caixa de comentários a respeito), tá sendo conivente. Provavelmente pensa igual.
    E impressionante a quantidade de gente podre no mundo mesmo. Usa a desculpa do politicamente incorreto, da liberdade de expressão, pra despejar barbaridades inacreditáveis, ofender, humilhar, como se não houvesse amanhã. Por hobby. Ter prazer em fazer isso, a meu ver, mostra como a pessoa é pequena, infeliz, a vida dela deve ser uma merda mesmo. O bom é que eu realmente acredito que vc acaba pagando por tudo isso. Por tudo de podre que tem na alma. Mais cedo ou mais tarde.

    • Concordo, Catarina, é necessária muita mesquinhez pra uma pessoa agir assim. E concordo com você que a podridão que essas pessoas levam uma hora as faz pagar por tudo. ;*

  2. Como já falou o Rousseau, o homem nasce bom. Mas é corrompido pelo meio. Eu prefiro acreditar nesta vertente.

    O que eu acho impressionante é a nova onda do politicamente incorreto que surge. ‘Ai que saco não posso mais fazer piada sobre negro!’, ‘Ai que saco não posso mais fazer piada sobre gay! mimimimimimi!’. Caramba, falta de empatia é pouco. Fazer humor com a vítima e não com o agressor? É de perder a fé no ser humano.

    Desde que comecei a me envolver com o feminismo, comecei a ampliar e muito meus conceitos. O meu conceito de beleza se ampliou demais. Agora eu consigo olhar para cada ser humano e ver beleza nele. Mesmo que me digam o contrário. E sou tachada de falsa, estranha, esquisita, louca, cega, míope…. Enfim.

    Aliás, liberdade de expressão e “ai tudo agora é politicamente correto!” virou habeas corpus de imbecil. Todos se sentem no direito de julgar, falar, mas quando são julgados já se auto-taxam de perseguidos. Minha tática pra isso é sempre dizer ‘Falou falou falou, agora ouve também!’.

    Isso me lembra um conto dos tempos de escola. Eu sempre fui uma garota de cabelo cacheado. Só que sou branca, quase loira e de olhos verdes. Então, ‘em você fica bonito, Ana!’. Sempre ouvi isso.

    Certa vez, fui no banheiro da escola antes da aula começar. Chegando lá vi uma garota negra de cabelos cacheados (não crespos molinha, mas ainda assim um cacheado bem volumoso) tentando mover fundos e mundos para ajustar o cabelo. Enfrentei a minha timidez crônica e perguntei se poderia ajudar. Misturei uns dois ou três cremes que levava na bolsa no cabelo dela e juntas arrumamos tudo. Dei dicas, falei da minha rotina, do que o cabelo dela precisava, recomendei marcas, enfim. Nas próximas semanas, comecei a notar que o cabelo estava cada vez mais bonito e brilhante, literalmente dando um show. Fiquei orgulhosíssima.

    Eis que, para minha surpresa, ouvi algumas pessoas da minha sala falando ‘olha só, tá se achando com aquele bombril’, ‘Se acha a garota, né?’. Questionei e recebi a resposta: ‘Mas em você fica bem né Ana. O seu não é aquele bombril.’ . E aí eu notei o meu privilégio europeu.

    Na minha sala mesmo havia outra garota gordinha que se escondia atrás das roupas largas e de uma franja enorme. Com o tempo, ela começou a ousar mais, a se vestir bem, a andar de maneira elegante e a defender o seu espaço como pessoa também. Até hoje, a única coisa que consigo pensar é ‘Aprendeu a se amar!’. Mas claro, ela despertou os comentários da sala inteira. E por fim, quando disse que ela estava mais confiante e que isso era tudo de bom, ela só me respondeu “Ah Ana, sabe de uma coisa? Dane-se os outros. Sou linda demais!”. Ela me ensinou amor próprio, e acho isso importantíssimo, mas que infelizmente muitas pessoas não conseguem ter. Eu tive a sorte de ler blogs feministas e ainda ter alguém do meu lado que se transformou. Muita gente mundo a fora não, e são taxadas e humilhadas pelos outros quando tentam.

    É muito, muito complicado.

    • Vc ainda tá sendo boazinha e tendo esperanças, vai de Rousseau enquanto eu fico com Hobbes! Rsrs. O feminismo também me levou a rever muitos (pre)conceitos, e como eu falo no texto (e assumo), é uma luta diária a gente tentar se desvencilhar das coisas que absorve a vida inteira. O mundo é machista e a gente vira sem nem perceber. Pelo menos eu nunca fui dada a humilhar pessoas, muito pelo contrário, sempre fiz um certo papel de “psicóloga” pra amigos e amigas.
      Sinto falta de ver pessoas com cabelos crespos por aí, hoje em dia todo mundo faz progressiva, mesmo as amigas que têm (tinham) cabelos lindos e crespos. Racismo é uma coisa que não faz sentido algum. Acho um absurdo que em 2012 exista gente racista, só mostra o quanto somos atrasados espiritualmente, embora desenvolvidos em tantos outros aspectos (científico, tecnológico). A humanidade ainda tem muita coisa a aprender…

      • Ah, e ” liberdade de expressão e “ai tudo agora é politicamente correto!” virou habeas corpus de imbecil.” eu vou até copiar e colar por aí! rsrs

      • Tem outra boa: “Politicamente incorreto” é o termo politicamente correto pra filho da puta.

  3. Gente, espera aí só um pouquinho, não se pode dizer que quando alguém alisa os cabelos está sendo racista, é somente uma questão de gosto, certo? Nada ver com questões sociais. Cada um sabe com o que se sente bem.

    * O Texto me agradou muito. Não entendi o por quê dos comentários citados, acho esse blog muito coerente em tudo o que diz.
    Olha, sobre preconceito, eu procuro mesmo sendo dificil, porque como vc mesma disse, temos nosso lado mal, não ser preconceituosa, ou pelo menos tento. Por que ora você é preconceituosa aqui, ora vão ser preconceituosa com vc aí a coisa muda de figura.
    No meu caso, o preconceito que sofro é o seguinte, em qualquer conversa informal, muitas vezes qdo me perguntam sobre igreja, a qual faço parte e digo: Igreja Universal! Na mesmo hora alguma reação aquela pessoa vai manifestar. Mesmo que não digam nada, o silêncio fala por si. E isso é terrível, o silêncio do preconceito, a indiferença. Bom, mas nos 14 anos em que estou nessa instituição até hoje estou bem e em muito me ajudou.
    Fiquei mais de um ano frequentando um cabelereiro gay, que muito se admirava do meu comportamento, ele dizia: Gisele vc é evangélica, esposa de pastor e não se importa com minhas loucuras, não me recrimina, não fala de igreja o tempo inteiro…Eu só respondi pra ele que eu tbem tenho minhas loucuras e o fato de ser isso ou aquilo na igreja não me faz diferente de ninguém, sou pecadora como todos.Aprendi demais com ele, muito sério, profissional, generoso, uma pessoa fascinante.

    Aprendi a tempos que Jesus não condenou ninguém nessa terra, exceto os hipócritas.

    • Gisele, a questão quanto ao alisamento do cabelo não é que quem alisa é racista, mas sim que na nossa sociedade o cabelo crespo é visto como “cabelo ruim”, e é visto assim porque negros têm sempre cabelos crespos. Nossa sociedade acha lindo loiras, altas, magras, de olhos claros e cabelos lisos, esse é o padrão de beleza, e ele coincidentemente é o padrão que lembra o europeu.
      E que bom que você é sensata com relação à sua religião. Infelizmente, Gisele,se as pessoas torcem o nariz quando você fala que frequenta a Igreja Universal, é porque a imagem de evangélicos (especialmente os da Igreja Universal, que foi a que ganhou mais fama com escândalos e interferências políticas) está sim ligada a pessoas preconceituosas e intolerantes. Infelizmente muitos frequentadores de igreja (e não só a evangélica) não leem a bíblia, não sabem interpretá-la, e seguem aquilo que dizem os “falsos profetas”. Tenho amigo gay que não é aceito por parte da família evangélica porque é gay. A bancada religiosa do Congresso parece sempre disposta a retroceder as conquistas das classes oprimidas. Acaba sendo normal que as pessoas generalizem e pensem que você é igual à imagem que se faz.
      Particularmente, acho que tudo aquilo que nos faz bem, mas que também nos faz ser bons, está ok. Se você frequenta uma igreja evangélica porque isso te faz bem, e ainda assim você consegue ter uma mente mais aberta e não seguir tudo aquilo que os pastores dizem quando percebe que eles estão sendo preconceituosos, melhor ainda. Acho que as pessoas ou não sabem pensar por si, ou são preconceituosas mesmo e se aproveitam quando um líder religioso diz que elas estão certas.
      Sou contra tudo aquilo que tenta privar as pessoas de serem quem elas são e fazê-las se sentirem culpadas por serem “diferentes”.
      Só vou dizer que sou muito contra a questão da obrigatoriedade do dízimo, e de acordo com uma amiga que é uma estudiosa da Bíblia (estudiosa mesmo, qualquer coisa que se pergunta ela sabe onde está), a cobrança do dízimo era permitida em um certo momento, mas depois caiu. Só que algumas igrejas parecem se ater só às partes que lhes convêm… As pessoas deveriam poder frequentar a igreja mesmo sem contribuir com dinheiro, e cada um deveria poder doar o quanto quisesse, quando quisesse.

      • Essa história do cabelo crespo ruim e do cabelo liso bom me fez lembrar um fato ocorrido há pouco tempo. A ginasta americana Gabby Douglas, ganhadora da medalha de ouro no individual geral da ginástica artística, a primeira negra a conseguir alcançar tamanho desempenho. Enquanto isso, os norte americanos, sobretudo os negros, em vez de ficarem impressionados com a capacidade da mocinha, preocuparam-se com o seu cabelo. Havia tanto aqueles que achavam que ela deveriar deixar os cabelos naturais, forma de posicionamento político e de afirmação, quanto os que incomodaram-se por seu cabelo não estar suficientemente “arrumado”, por ter se despenteado durante a apresentação (alguém fica penteado durante prática esportiva?), mostrando que o cabelo crespo é mais rebelde.
        Quando esse episódio ocorreu, li em algumas reportagens sobre moças de cabelos crespos que não fazem atividade física para não “estragá-los”, pois com o suor desalinha os fios alisados. Não conheci caso assim, mas recordo-me de amigas que a qq chuvisco já abrem o guarda-chuva. Bem, enquanto isso sigo com os meus cachos e sob a chuvarada (odeio guarda-chuva, só uso em casos extremos), ainda mais se for aquela chuva de verão! Mais prático e menos sofrido.

        P.S: Dois documentários interessantes “My Nappy Roots” e “Good Hair”, existe uma briga entre os diretores, o segundo seria plágio do primeiro, porém eles que solucionem tal questão.

  4. Nossa. Seu blog é um bálsamo, viu? Um oásis de sensatez no meio de um monte de futilidade e mediocridade. Nem sei se posso acrescentar algo, porque concordei demais. Existe aquela velha máxima, “se não tem nada de bom ou útil a dizer, cale-se” ou “muito ajuda quem não atrapalha”. Leio bastante blogs, e quando vejo algo que me incomoda, que vai contra os meus gostos, sempre paro e penso ” que utilidade essa minha opinião terá pra pessoa?”. Geralmente concluo que nenhuma. E essa coisa da Shame permitir ofensas às pessoas e às suas vidas particulares também me incomoda. Por que xingar a avó da criatura se ela apenas está com uma roupa estranha? Realmente, alegar liberdade de expressão e ameaçar com a volta da ditadura, refletida no “politicamente correto”, virou salvoconduto pra toda espécie de babaca existente. Tenho 2 exemplos bem recentes: ontem, em um blog pessoal que leio e gosto (o Salada Mista, da Elise), a dona decidiu apertar a moderação, porque alguns imbecis, escondidos em fakes, estavam usando todos os posts pra destilar seu ódio, preconceito e ideias reacionárias, culminando com ataques bizarros a negros, índios e nordestinos. E o outro caso foi mais próximo. Uma tia anda preocupada com meu primo, que anda vaidoso aos 16 anos, e soltou a seguinte pérola: “estou com medo que ele dê pra coisa ruim”. Instintivamente, perguntei o que era a tal coisa ruim, e a resposta, infelizmente previsível, foi “viado”. É difícil viver nesse mundo, né? Ainda mais sendo feminista e a favor das liberdades e do respeito. Por fim, gostaria de dizer que adoraria conhecer alguém com uma cabeça tão boa como a sua, pra poder trocar ideias com conteúdo e sem julgamento.

    • Muito obrigada pelos elogios, e realmente é difícil conviver com algumas pessoas. Minha família também tem alguns preconceitos, felizmente poucos, e às vezes fala coisas infelizes como a sua tia falou, mas eu sempre defendo meu ponto de vista. Não consigo me calar diante de uma injustiça, rs. Estamos cercados pelo “nada contra gays, mas se meu filho virar um eu deserdo”, né? Uma pena.

  5. Adorei o texto, e adoro o blog, coerente e bem escrito. Concordo com o es-crito sobre o politicamente incorreto, mas também me incomoda o “politica-mente correto” ao extremo, é falso, é chato. Falo como por exemplo quando se referem a alguém negro como “o/a moreno/a” não, é negro e isso não é ofensa nenhuma. Meu namorado que é negro fia louco!! Mas isso é so um exemplo. O problema é mesmo o exagero, tanto de uma lado com de outro! Sobre o imposição social que acabamos vivendo é muito forte sim!!! Como disse meu namorado é negro e tem duas sobrinhas lindas de 8 e 10 anos, meu cabelo é bem liso naturalmente, e sempre que elas me vêem dizem que gostariam de ter o cabelo como meu, que o delas é feio!! Fico chatea-da, pq elas são só crianças não deveriam ter “maldade” ainda, eu respondo que q meu é assim pq combina comigo e que o delas realça o que elas tem de bonito, mas é difícil quando so se tem barbie loira de olho azul!! Quando li Rousseau pela 1° vez achei lindo, toda aquela história sobre o estado de natureza o pacto social, mas infelizmente não é assim, somos animais, so-mos instintivos, e a violência é sim a maneira mais eficaz de se conseguir algo (não estou dizendo que é a melhor). O comentário acima a moça disse que sobre preconceito em relação da igreja que freqüenta, mas se falando de religião é tudo o fim! Eu sou ateia, sempre fui, desde criação, pelo sim-ples motivo de não conseguir acreditar!! mas não tenho nada contra quem a possui, até acho mais fácil viver com ela, mas quando vc diz que é ateu, é como se tivesse cometido um crime, já vem alguém querendo te catequi-zar!!! Sério, eu não sou proselitista, não tento convencer ninguém a nada (no âmbito religioso) e não sei pq o meu não acreditar ofende a terceiros tanto. Outra coisa é quando meu namorado e eu falamos que não quere-mos ter filhos, nossa, as reações são ainda piores!! Enfim, desculpe o co-mentário grande, conviver com a diferença é difícil, eu mesmas tenho meus preconceitos (como com pessoas com gosto musical duvidoso) mas juro que tento melhorar… uma dia de cada vez!! bjos. Ahhhh, so uma pergunta vc é advogada, ou formada em direito?

    • Daniele, vc é eu?? Kkkkk! Ateia, n quer filhos… só que meu namorado só é meio negão… rsrs! Eu não sou advogada, sou formada em direito, faço pós em penal e processo penal, mas sou concursada em um órgão do executivo, em um cargo que se pode ter qualquer graduação superior. ;)

      • bom eu tbm faço direito (porém pretendo trabalbar com D. tributario) so falta vc tbm ser do RS! te perguntei pq vi vc fazer alguns comentarios e achei que fosse da area. vai dizer q as pessoas nao ficam chacadas quando tu diz n quer ter filhos! e que e ateia então! ainda te olham com uma cara de pena! fazer o que é o seno comum.

      • Quanto ao ateísmo até acho mais tranquilo, ao menos a maioria das pessoas do meu convívio não são mto ligadas à religião. Só meus avós que não sabem nem vão saber nessa vida, rsrs, não vai valer a pena o estresse, eles são bem católicos e ligados à igreja.
        A parte dos filhos que é mais chata, as pessoas ficam perguntando “quando sai”, insistem que isso “é uma fase” e que um dia eu vou querer… uma chatice sem fim, mas eu nunca quis, nunca pensei em ser mãe, nunca brinquei de casinha… kkkkk!
        Não sou do RS, mas to pertinho em SC! :)

      • Sis,

        Identifico-me com esse posicionamento seu.

        Não pretendo casar (dividir o mesmo teto com um companheiro), mas sim viver um casamento em casas separadas ou simplesmente continuar namorando.

        Não quero filhos, mas cuido de cães (todos salvos do abandono) e os amo como mebros da família. Desde já esclareço, não os humanizo e nem os cerco de mimos exagerados (coleiras de marca, brinquedinhos caros, etc), porém são criados de forma digna (veterinário, ração de qualidade, carinho, etc). Explico isso pois quem gosta de atacar costuma usar o fraco argumento sobre tratamentos absurdos dispensados aos bichos. Sempre lembro que excesso faz bem a ninguém, falam muito de bicho e não mencionam crianças que possuem uma Disney no próprio quarto.

        Sabe, talvez o modo como fui educada (meus pais sempre falaram que filho e casamento não realizam todas as mulheres) ajudou-me a não dar muita importância qdo criticam minhas opções de vida. Entretanto, não deixo de responder. De repente, algum crítico se torne mais flexível. Bem, o que levo para minha vida e até explico àqueles agarrados a padrões é que nem tudo que é bom para uma pessoa, é bom para a outra.

  6. Minha opiniao é a seguinte, quando eu leio um texto descente como o seu, já imagino que quem acaba parando pra ler todo o conteúdo sao pessoas interessantes e que tem ideias e argumentos para trocarem com “educação”. O shame serviu de lição para aprendermos que nem todos os blogs sao cofiáveis, eu nem fazia ideia disso. Mas infelizmente nao tem como ler os comentarios porque nao existe “assunto” é serio, sao fotos com algumas frases e pronto. Como nao tem assunto o povo começa a falar mal, chingar a foto, a fulana, e por aí vai. Eu nem paro pra comentar esse tipo de coisa , se a outra faz uma unha horrivel ou se ela maquia mal, que diferença isso faz nas nossas vidas….Só que virou uma rotina as pessoas irem lá e falarem mal e quando surgem assunto mais serio nem consigo ler os comentarios ou parar pra comentar, justamente porque já virou rotina esse tipo ofensivo lá. É uma pena porque o blog poderia ser serio e mais voltado a denúncia mas virou blog de gongação a maioria que comenta lá sao pessoas que gostam disso. Só que isso sempre existiu, pessoas que gostam de falar mal de outros estao em todas as parte, agora mesmo, falando mal inclusive de nós. A internet é apenas uma das valvulas de escape, e que valvula! Nao tem nome nao tem cara é a casinha perfeita pra quem gosta desse tipo de coisa.

  7. Olá,
    Gostei muito do teu ‘espaço’! Tu falas tudo o que eu queria falar, mas com o tempo desisti!
    Vejo a internet (blog’s e sites) como cultura, diário e muita bobagem. No meu blog não comento os assuntos sociais, tentei por muitas vezes, mas as pessoas só querem ver coisas bonitas, interessantes e por vezes fúteis! Daí resolvi mostrar somente artesanato que faço (por prazer) e coisinhas, enfim… Gostei daqui e li tudinho em 1 hora! :-)
    Abraço e prazer em conhecer!

  8. Excelente! Seu blog é realmente muito bom e coerente, e todos os textos que li expressam o que deveria, ao meu ver, ser óbvio e de conhecimento de todos. Este texto, em especial, me fez pensar nos protestos que aconteceram (e ainda acontecem, em menor número) no Brasil: não adianta ir pra rua e fazer campanha contra a violência, por exemplo, quando não se tem o mínimo de respeito pelas pessoas de sua convivência diária. Não estou generalizando, mas vi muitos protestantes (que, inclusive, não tinham nada a ver com os vandalismos – são pessoas do meu círculo de convivência) que se encaixam nesse tipo de hipocrisia ou em outros. Enfim, como disse, na minha opinião, são conceitos básicos que deveriam ser óbvios, mas infelizmente não é o que vemos. Parabéns pelo blog!

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